Do que restava restava pouco: quatro paredes de pedra, sem cobertura, sem pavimentos, sem interior. Essa casca foi tratada como o achado que era — consolidada, mantida, deixada a ler-se — e a casa que faltava foi construída de novo a partir dela. O resultado tem duas idades, e nenhuma delas finge ser a outra.
Reconstruir dentro de uma ruína obriga a decidir o que é herança e o que é acrescento. Aqui a pedra ficou pedra, com as suas irregularidades e o seu peso; o que é novo assume-se novo, no desenho e no material. A junta entre os dois não se disfarça — é ela que conta a história da casa.