O conjunto não era um edifício, eram vários — construídos em tempos diferentes, com alturas e implantações diferentes, como quase sempre acontece nas casas que cresceram com quem lá vivia. A proposta recusou uniformizá-los: cada volume mantém a sua escala e o seu lugar, e é dessa diferença que nasce o alojamento.
Junto à água, a paisagem impõe as suas regras: a encosta decide as cotas, a albufeira decide para onde se olha. Integrar não é desaparecer — é aceitar essa ordem preexistente e deixar que o conjunto continue a pertencer ao sítio onde sempre esteve.