Duas casas em ruínas numa aldeia por onde se caminha há séculos. A Granja é atravessada pela Rota Carmelita, a caminho de Fátima, que aqui partilha o traçado com o Caminho Português de Santiago — e é precisamente essa passagem, lenta e antiga, que o projeto quis servir: dois lugares para dormir, comer e voltar a partir.
Uma casa para peregrinos pede pouco e pede bem: água quente, silêncio, um sítio para pousar a mochila e uma janela que valha a pena abrir de manhã. Reabilitar para receber quem vem a pé é resistir ao supérfluo — devolver às duas casas exatamente o que precisam para durar mais um século.